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LIVRO DA SEMANA

Todas as semanas, seleccionamos uma publicação que pode adquirir a preço especial.

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SEMANA DE 5 A 11 ABRIL
Catálogo da Colecção Numismática do Museu Eng. António de Almeida
(2 vol.)

2000 | Fundação Eng. António de Almeida
Preço 50€ | 25€   

A colecção numismática do Museu Eng. António de Almeida é constituída por 966 unidades, reunidas entre 1908 e 1968 (sobretudo no período 1958-1963). A quase totalidade das peças é de ouro e foi obtida mediante aquisições.

A colecção, que se encontra integralmente exposta ao público, compreende cinco núcleos fundamentais: moedas gregas antigas (54, cunhadas entre o início do século V a.C e o século II d.C); moedas romanas, republicanas (uma dos finais do século III a.C. e uma dezena dos anos 40 do século I a.C.) e imperiais (118, desde os fins do século I a.C. ao século V d.C); moedas bizantinas (41, desde finais do século V ao século XII); moedas francesas (257, desde o século X até 1936); e moedas portuguesas (485, desde finais do século XII / começos do século XIII até finais do século XIX).
   
 
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SEMANA DE 12 A 18 ABRIL
A Kind of Absence: life in the shadow of History
de João da Veiga Coutinho
1997 | Yuganta Press
Preço 15€ | 7,50€

These pages are about a little tribe called Goans and their history. They are witness to a search for a theory of that history and an attempt to give shape to an individual existence lived in its shade. They are musings, fragmentary in part, explorations, not apodictic judgments. There are shifts in register and changes in the direction of the search but the questions remain the same. There are more questions than answers, not because answers that are widely satisfying are few (this is after all a search undertaken on one´s own behalf) but because questions must be asked and multiplied and lived with before there can be answers. And because answers matter less than questions when questioning turns to quest.
   
 
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SEMANA DE 19 A 25 DE ABRIL
Revista Oriente, nº 11
2005 | Fundação Oriente
 Preço 7€  | 3,50€

Abrimos com um excelente trabalho sobre a “missão médica” jesuíta no Estado da Índia ao longo do século XVI. Centrando-se na máxima cristã de que curar o corpo pouco sentido fazia se não se curasse a alma, o texto reflecte as inevitáveis tensões entre a prática da Medicina e a Religião, nomeadamente quando a Medicina e os seus intérpretes faziam parte do esforço da evangelização do Padroado português e eram convidados a dividir as suas funções entre o cuidado pastoral aos expatriados portugueses e suas famílias e a conversão da população não-cristã. Neste número, também se tenta privilegiar a riqueza de algumas imagens selecionadas, não podendo deixar de fazer menção aos mapas do Golfo Pérsico que cartógrafos portugueses foram debuxando ao longo do século XVI, às singulares esculturas e representações de divindades que faziam parte da colecção de Stefano Borgia.
   
 
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SEMANA DE 26 ABRIL A 2 MAIO   
O Mistério da Légua da Póvoa*
De Agustina Bessa-Luís
2004 | O Independente
Preço 10€ | 5€   

O folhetim, de que os intelectuais fizeram alvo de troça complacente e os académicos julgaram o vaudeville das letras, foi género a que não faltou a nobreza de estilo e a fecundidade da imaginação. No Diário de Notícias foi publicado em 1870 O Mistério da Estrada de Cintra, trabalho a duas mãos, Eça de Queiróz e Ramalho Ortigão. O meu amigo Freirão das Forças dizia que esse folhetim não tinha comparação com o que ele chamava O Mistério da Légua da Póvoa […] o caminho entre Póvoa e Vila do Conde que ele muito percorreu na irrequieta idade dos treze anos, quando ia com a família a banhos e explorava os lugares ventosos entre Caxinas e A-Ver-O-Mar, lugares que são ficheiro da juventude quando ela serve de brasão à triste realidade.

Sidónio Pais era amado por mais de metade das mulheres elegantes de Lisboa, e a sua morte, se abriu uma crise política, fechou muitos dilemas conjugais.

Mas o rapaz era iluminado de sonhos em que as letras tinham lugar. Passou quatro anos depois de lidar com verguinha e parafusos, para a loja doutro comerciante, José Anastácio Verde, o pai de Cesário Verde. Encontravam-no cada passo a ler, muito alheio aos fregueses e ralado de má-consciência. “Não nasci para vender pregos”, dizia.
Eduardo Coelho, futuro fundador do Diário de Notícias

* Sujeito ao número de exemplares existente.

   
 
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SEMANA DE 3 A 9 MAIO
Histórias de amor de outros tempos, precedidas de Retratos Vivos 
de Pascal Quognard
2002 | Fundação Oriente / Cotovia
Preço 14€ | 7€

O que corresponde ao que o Tora foi para o mundo dos antigos Hebreus e permite descobrir o sentido da maior parte das imagens esculpidas ou pintadas durante a Idade Média na Europa é a colectânea de lendas redigida pelo dominicano Jacques de Voragine, entre 1258 e 1263, a Legenda Aurea, colectânea dos nimbos de ouro que inclui todas as histórias referentes aos mártires, santos, eremitas, padres do deserto, fundadores de conventos e padres da Igreja.

No mundo dos antigos japoneses, o que corresponde à “lenda dourada” é o Konjaku. Foi em 1844 que se descobriram as mil histórias do Konjaku monogatari. Os eruditos afirmaram que teria sido Minamoto no Takakuni, grande referendário de Uji, quem teria registado essas mil e uma histórias no Verão do ano de 1071, em frente do rio de Uji, por ocasião dos grandes calores.

Nesta obra, poderemos reflectir sobre duas histórias do Konjaku: a sétima história do XXII rolo e a quarta história do XXX rolo, soberbamente traduzidas por Dominique Lavigne-Kurihara, com o paradoxo: o que os humanos mais amam não é susceptível de ser reconhecido.
   
 
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SEMANA DE 10 A 16 MAIO
Revista Oriente, nº 12

2005 | Fundação Oriente
Preço 7€ | 3,50€

No primeiro artigo, Jackie Assayag analisa as relações entre muçulmanos e hindus na Ásia do Sul, procurando desmistificar algumas abordagens sobre a relação entre estas duas culturas e religiões num mesmo espaço. No seguinte, Michael Pearson, um notável historiador do império marítimo português, propõe uma auto-reavaliação das formas e extensão da violência perpetrada pelos europeus no Oceano Índico. No artigo sobre Diu, uma jovem antropóloga foge ao paradigma da análise das comunidades católicas goesas estabelecidas em Portugal, para abordar a comunidade hindu de Santo António dos Cavaleiros e, no artigo sobre Goa, parte-se da arquitectura de origem portuguesa para colocar o enfoque nos materiais e técnicas perpetuadas por velhos mestres de ofício que mostram, na sua sabedoria ancestral, que as heranças só se mantém quando apropriadas e vividas pelos vindouros. 
   
 
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SEMANA DE 17 A 23 MAIO
Mesopotâmia, espaço que criei

de Alberto Estima de Oliveira
2003 | Aríon Publicações
Preço 6,50€ | 3,25€

Alberto Eduardo Estima de Oliveira nasce a 1 de Julho de 1934, em Lisboa, começa a escrever poesia aos 18 anos.
Em Março de 1957, depois do serviço militar, vai para Angola, tendo vivido no Bocoio (Vila Sousa Lara), Benguela e Lobito.
Volta a lisboa em 1975, mas embarca de novo, em 1977, fixando-se por trªes anos na República da Guiná-Bissau. Em 1982 vai para Macau, onde passa a residir até Maio de 2001, altura em que se fixa em Lisboa.
Tem poesia publicada em revistas, não só em Portugal como no estrangeiro. Membro do P. E. N. Clube Português.

   
 
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SEMANA DE 24 A 30 MAIO
Urzes*

de Manuel Hermínio Monteiro
2004 | O Independente
Preço 10€ | 5€

“Dispomos já de distância e leitura suficientes para concluirmos ser a poesia o acto cultural mais importante do nosso século Português.
Durante séculos, Portugal viu o seu rosto reflectido ma imensidão dos mares. Despedido das miragens, é tempo de o nosso país se reflectir de novo nos seus rios e na frescura das suas fontes.
Para mim, a literatura sempre foi como a água da irrigação que vivifica e é navegável. Profundidade e extensão são os seus principais atributos. Em tão grande escala, que nos podemos perder. E é precisamente isso que em cada livro, em cada poema, em cada nome, mais desejamos nos possa acontecer.”

* Sujeito ao número de exemplares existente.
   
 
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SEMANA DE 31 MAIO A 6 JUNHO
Revista Oriente, nº 13

2005 | Fundação Oriente
Preço 7€ | 3,50€

Com este número monográfico, a Oriente associa-se às comemorações dos 500 anos do nascimento de Francisco de Yasu e Xavier. Nascido no castelo de família em Navarra no dia 7 de Abril, aquele que ficou conhecido para a História como São Francisco Xavier, viria a morrer ao serviço da Coroa portuguesa às portas da China, na ilha de Sanchoão, depois de ter passado cerca de doze anos a percorrer e evangelizar a Índia, o Sudeste Asiático e o Japão. Também nos é apresentado, neste número, uma série de textos que reflectem sobre as relações do santo com D. João III – de como o rei foi fundamental para a afirmação e crescimento da nova instituição religiosa, enquanto Xavier preconizou melhor que ninguém o novo modelo expansionista joanino.
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SEMANA DE 7 A 13 JUNHO
Opera Minora I – Erudição

de Charles Ralph Boxer
Edição de Diogo Ramada Curto
2002 | Fundação Oriente
Preço 20€ | 10€

A edição sistemática dos trabalhos que se encontram dispersos de Charles Ralph Boxer inicia-se pela apreciação dos seus interesses eruditos. Desta forma, este primeiro volume é constituído pelo valioso catálogo da sua biblioteca, seguindo-se-lhe outros inventários relativos à tipografia portuguesa no Oriente e a fundos documentais ou bibliográficos específicos.

Trata-se de trabalhos que assinalam uma preocupação constante de levantamento crítico das fontes respeitantes à História da Expansão Europeia, os quais foram acompanhados por outros destinados à sua edição, bem como por uma série de balanços ou estados da questão. Através deles, será possível reconstituir uma dupla atitude de valorização das fontes e de reflexão crítica sobre a matéria de fazer História.

   
 
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SEMANA DE 14 A 20 JUNHO
Opera Minora II – Orientalismo

de Charles Ralph Boxer
Edição de Diogo Ramada Curto
2002 | Fundação Oriente
Preço 20€ | 10€

Ao publicar, em 1948, uma análise das obras de três historiadores portugueses do século XVI e XVII, Boxer valorizou a sua capacidade de dar a conhecer as realidades asiáticas. João de Barros, Diogo do Couto e António Bocarro foram apreciados enquanto orientalistas, e às suas obras foi atribuído o estatuto de pioneiras do orientalismo europeu.

Decorrido mais de meio século desde a publicação de Three Historians of Portuguese Asia, não parece ser tão fácil atribuir a esta mesma expressão um valor positivo. De facto, o conceito é, nos nossos dias, identificado sobretudo com o tipo de conhecimento que os ocidentais impuseram, com base no exercício de formas de violência simbólica e imperial, às populações da Ásia.

Neste sentido, o orientalismo, pelo menos nalgumas das suas versões, surge como um outro modo de imperialismo, sendo mais revelador dos pontos de vista de quem exerce o poder, do que da realidade observada.

Ora, sem cair no erro de querer actualizar um texto publicado em 1948, será importante reparar de que modo o interesse simultâneo pelo orientalismo e pela biografia dos intelectuais – tais como Barros, Couto ou Bocarro –, antecipa algumas das preocupações actuais.
       
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Revista Oriente, nº 14

2006 | Fundação Oriente
Preço 7€ | 3,50€

O mapa autêntico de Zheng He, roteiro de inscrições que estabelece a presença e os caminhos tomados pelo célebre (e à vez, esquecido ou homenageado) almirante chinês, mostrando-se como um veículo da mundividência Ming em ascensão. O mapa autêntico de Zheng He que funciona, também, como rol de vida, como jornada pessoal de veneração. A lista de preceitos do desenho em viagem, ditada pela necessidade, pelo vício ou pelo prazer “(a propósito de uma viagem à China)”. O mapa de uma viagem ao íntimo de um fotógrafo, filtrado pelo seu olhar sobre o Vietname. O esboço autobiográfico dos diários e epístolas de duas jovens americanas a residir em Macau, coando e veiculando a realidade que se desvenda perante os seus sentidos de viajantes.
   
 
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SEMANA DE 28 JUNHO A 4 DE JULHO
Opera Minora III – Historiografia

de Charles Ralph Boxer
Edição de Diogo Ramada Curto
2002 | Fundação Oriente
Preço 20€ | 10€

Nos dois primeiros volumes desta série Opera Minora de Charles Boxer, reeditaram-se os trabalhos mais reveladores da sua erudição bibliográfica e arquivística, bem como os que dedicou aos discursos de orientalistas e cronistas.

Neste terceiro volume, reúnem-se um conjunto de balanços, recensões, elogios e discursos, bem como algumas das suas sínteses históricas. Em comparação com os volumes anteriores, o centro das preocupações desloca-se, agora, das fontes para o labor de fazer História.



 
 

 
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