Convidamo-lo a percorrer diferentes formas de experienciar o silêncio, a contemplação e os ritmos cíclicos das práticas espirituais na Indonésia, numa visita guiada conduzida pelos dois curadores da exposição.Na Indonésia, o silêncio é uma prática de equilíbrio e regeneração, que estabelece relações de harmonia entre os seres humanos, a natureza e o cosmos. Através de rituais, celebrações, oferendas, momentos de oração e práticas de meditação, descubra lugares de intercessão entre o humano, o natural e o espiritual, onde se revelam diferentes formas de equilíbrio biocultural e cósmico.
Esta exposição convida-o a fazer uma pausa, a experienciar o silêncio e a refletir sobre os equilíbrios que sustentam uma vida plena.
Curadoria
Rui Oliveira Lopes [Museu das Convergências]
Sofia Campos Lopes [Museu do Oriente]
Exposição integrada no ciclo de programação O Museu Convida... [Museu do Oriente] e no projecto Museu das Convergências: Um Museu em Viagem.
Enquanto decorrem as obras no futuro edifício onde se instalará o Museu das Convergências, o projeto Museu das Convergências: Um Museu em Viagem tem o objetivo de assinalar o começo de uma viagem, fazendo um percurso pela cidade do Porto, e por outros lugares, permitindo criar uma relação de proximidade com o público, com as comunidades, com as escolas, mas também com parceiros institucionais como museus, universidades e outras instituições de cultura e educação. Este projeto consiste em ações de programação, de mediação e educação, em campanhas de comunicação, e em projetos expositivos, através de núcleos expositivos e exposições, em itinerância, em parceria com outros museus, como é o caso desta exposição.
Rui Oliveira Lopes é diretor do Museu das Convergências, no Porto, Portugal. Entre 2015 e 2024, foi professor auxiliar na Faculdade de Artes e Ciências Sociais da Universiti Brunei Darussalam. Antes de ingressar na FASS/UBD, foi bolseiro de investigação pós-doutoral, desenvolvendo investigação sobre as artes religiosas na Ásia. Obteve o doutoramento em História da Arte em 2011, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a confluência da arte cristã na Índia, na China e no Japão entre os séculos XVI e XVIII. A sua investigação centra-se nos aspectos visuais das narrativas sagradas nas artes das civilizações asiáticas, nas interacções artísticas e culturais entre a Ásia e a Europa, no museu como espaço de diálogo intercultural e no papel dos museus ocidentais na promoção e salvaguarda do património cultural asiático (in)tangível.
Sofia Campos Lopes é Diretora Adjunta do Museu do Oriente e integra a Fundação Oriente desde 2000. Mestre em Patrimónios e Identidades e licenciada em Antropologia Social pelo ISCTE, onde frequentou também Sociologia, iniciou o seu percurso na museografia, na C. M. de Almada, e na museologia, no Museu Nacional de Etnologia. Com mais de 30 anos de experiência em museologia, curadoria e coordenação de projetos, em Portugal e no estrangeiro, desenvolveu e coordenou mais de 90 exposições, em colaboração com instituições nacionais e internacionais. No Museu do Oriente, é responsável pela coleção Kwok On, dedicada às artes performativas asiáticas em contextos religiosos e rituais. A sua prática e reflexão centram-se na polissemia e na metonímia dos objetos, enquanto instrumentos para explorar a multiplicidade de significados que estes assumem em diferentes contextos e narrativas. Entre os projetos recentes destaca-se o Museu Laboratório, desenvolvido com a Universidade Lusófona e a Hitachi Vantara e distinguido pela APOM. Atualmente, a sua investigação e prática curatorial exploram novas formas de conceber exposições que, partindo dos objetos, ultrapassam a sua leitura formal ou disciplinar para abordar temas emergentes relacionados com o desenvolvimento e o bem-estar humano, numa perspetiva antropológica. O seu trabalho privilegia o diálogo entre objetos, pessoas, especialistas de diferentes áreas do conhecimento, com particular atenção a práticas e saberes de contextos asiáticos relacionados com o bem-estar, a sustentabilidade, a relação entre ser humano e natureza e a circulação intercultural de conhecimentos. Foi nomeada para os Prémios Carreira Alumni ISCTE, em 2019 e 2020, na área das Ciências Sociais e Humanas.