O haiku (俳句) é uma forma poética praticada por todas as classes sociais no Japão. Ligado à Natureza e à vida quotidiana, qualquer pessoa pode encontrar motivos de inspiração para produzir um haiku.
A escrita do haiku é uma prática exemplar de depuração, pois nestes poemas cada palavra deve estar colocada no sítio certo. Mas… o que é o haiku? O que é evidência e o que é mistério nesta forma poética de origem japonesa? O haiku está para além da literatura: pode ser um estilo de vida, um meio de autoconhecimento, uma possibilidade de introspecção e re-equilíbrio interior, um caminho para a Natureza. A par da sua enorme popularidade no Japão, o haiku tem vindo a conquistar adeptos um pouco por todo o mundo.
Nesta oficina em duas sessões, desafiamos a escrever um haiku. Começaremos por conhecer melhor esta forma poética - origem, características, influências no Ocidente, autores e obras - através da análise de poemas japoneses e portugueses. Em seguida, os participantes vão explorar os recursos expressivos do haiku para criar o seu próprio poema.
Em caso de desistência:
Haverá lugar ao reembolso do valor total da inscrição quando a desistência for comunicada até 8 dias úteis antes da actividade. Depois dessa data, o reembolso só poderá ser considerado se o lugar for preenchido ou em situações de doença, acidente, ou outros imponderáveis de força maior, devidamente comprovados.
Caso a actividade não se realize por falta de participantes, ou por outro motivo, o valor da inscrição será devolvido na sua totalidade.
Para mais informações contactar cursos.conferencias@foriente.pt
Licenciada em Filologia Românica, iniciou o estudo da língua e cultura japonesa em 1990. A forma poética haiku atraiu, desde logo, a sua atenção. Em 2003, concluiu uma pós-graduação em Estudos Orientais Gerais e em 2007 publicou um livro de haikus em português, “O Respirar das Flores”. Visitou várias vezes o Japão e em 2015 apresentou na Universidade Católica uma Dissertação de Mestrado intitulada “Ao Encontro da Natureza através da Poesia Haiku de Matsuo Bashô”.