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Curso
A rota dos perfumes - plantas e fragrâncias orientais
com Luís Mendonça de Carvalho
Datas
Sábado | 25 Abril
Horas
14h às 18h
Público-alvo
M/16 anos [idade indicativa]
Participantes
Min. 15 máx. 28
Preço
€45
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Programa

O programa desta oficina explora o perfume como uma forma de linguagem cultural profundamente enraizada na relação entre os humanos e o mundo vegetal. As plantas surgem como protagonistas, tanto pela sua fisiologia — produtora de compostos aromáticos — como pelo seu papel simbólico e histórico. 

1. Perfume como linguagem cultural

O perfume constitui uma forma de expressão simbólica e culturalmente codificada, resultante da interacção entre fisiologia vegetal, técnica e sensibilidade humana. No Oriente, os perfumes têm uma longa e milenar história em rituais e medicina, actuando como mediadores entre o corpo e o sagrado, assim como para uso pessoal.

2.  Síntese histórica

Desde as resinas aromáticas queimadas nos templos do Egipto e da Mesopotâmia até às destilações feitas pelos árabes, a história do perfume reflete a circulação de matérias-primas aromáticas através das rotas comerciais no Oriente. A Índia, a Arábia e o Sudeste Asiático foram centros de domesticação e exportação de plantas odoríferas que moldaram a perfumaria grega, romana e, posteriormente, europeia. A partir do século XVIII, a indústria de perfumes europeia começou a centrar-se em redor da cidade francesa de Grasse que, ainda hoje, é uma referência mundial no fabrico de perfumes.

3.  Famílias olfativas e classificação sensorial

Introdução às famílias olfativas utilizadas em perfumaria (amadeirada, floral, cítrica, fougère, chipre, oriental, etc.).

4.   Técnicas tradicionais de extração

Breve história das técnicas de obtenção de compostos aromáticos: (1) enfleurage e absorção de compostos voláteis em gordura sólida; (2) destilação a vapor, com separação térmica de óleos essenciais de tecidos vegetais; (3) destilação com solventes; (4) maceração e difusão de princípios aromáticos em óleos ou álcool.

5.  Estruturas secretoras e metabolismo secundário das plantas

As substâncias aromáticas derivam do metabolismo secundário vegetal e são produzidas em estruturas secretoras especializadas — tricomas glandulares, canais resiníferos, bolsas secretoras e células oleíferas — localizadas em folhas, pétalas, súberes e rizomas. Esses compostos voláteis desempenham funções ecológicas (atração de polinizadores, defesa contra herbívoros e microrganismos) e constituem a base natural da perfumaria.

6.   Matérias-primas de origem vegetal e animal

Resinas e madeiras aromáticas (incenso/olíbano, mirra, benjoim-do-sião, benjoim-da-samatra, sândalo, estoraque, pau-d’áquila, vetiver); flores e folhas odoríferas (jasmim, rosa-de-damasco, ylang-ylang, osmanto, neroli, gardénia, patchouli); especiarias (gálbano, canela, cravinho, cardamomo, noz-moscada, pimenta-preta); matérias-primas de origem animal (âmbar-cinzento, civeta, almíscar).Durante a oficina, os participantes poderão experimentar essências extraídas de todas as matérias-primas estudadas.

7.  Bibliografia

Será disponibilizada bibliografia de apoio, destinada à consolidação das matérias abordadas e ao aprofundamento do estudo.

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Luís Mendonça de Carvalho

Biólogo (UTAD), mestre em bioquímica de plantas (Universidade de Lisboa), doutor em sistemática e morfologia de plantas (Universidade de Coimbra), visiting scholar na Universidade de Harvard, professor coordenador no Instituto Politécnico de Beja, diretor do Museu Botânico do IPBeja e titular da Cátedra UNESCO em Etnobotânica.

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