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Ciclo de Cinema
MESTRES JAPONESES DESCONHECIDOS
Local
Auditório
Datas
Domingos | 26 Julho; 2 Agosto, 9 Agosto, 16 Agosto, 23 Agosto, 30 Agosto
Horas
18h
Duração
Entre 75' e 99', dependendo do filme, sem intervalo
Público-alvo
M/12 | M14
Lotação
355 lugares
Nota
Filmes legendados em português
Preço
Gratuito, mediante levantamento de bilhete no próprio dia

26 Julho | O Som do Nevoeiro [霧の音, 1956]

Realização | Hiroshi Shimizu [1903-1966] | 84’, sem intervalo | P/B | M/12 anos 

Numa cabana no coração dos Alpes japoneses, o professor de botânica Kazuhiko Onuma, observa dois recém-casados enquanto passa tempo com a amante Tsuruko. À noite, a esposa de Kazuhiko confronta-o acerca da relação extra-conjugal e Tsuruko, espectadora inevitável do embate, abandona o professor na manhã seguinte. Durante as próximas décadas, sempre que visita a cabana nas montanhas, a memória de Tsuruko assombrará Kazuhiko... Melodrama discreto e silencioso, O Som do Nevoeiro aborda a perda, o amor, e a tragédia do dia-a-dia de um ponto-de-vista majestosamente estático, como as montanhas que lhe servem de décor natural. 

2 Agosto | Imagem de uma Mãe [母のおもかげ, 1959]

Realização | Hiroshi Shimizu | 89’, sem intervalo | P/B | M/12 anos 

O jovem Michio, filho de um condutor de cacilheiro recentemente viúvo, apega-se à memória da mãe, valorizando um pombo-correio que ela lhe ofereceu pouco antes de falecer. O seu pai bem-intencionado, Sadao, pressionado a casar-se novamente, encontra uma parceira apropriada na gentil Sonoko, que também tem uma filha pequena. Com a entrada da nova madrasta na sua vida, o desconforto de Michio intensifica-se devido às pressões para esquecer a falecida mãe e chamar à sua nova madrasta "mãe". O último filme de uma carreira de mais de trinta anos, neste filme Hiroshi Shimizu retoma o tema das relações entre pais e filhos, uma preocupação recorrente do cineasta. Obra rara em formato scope, Imagem de uma Mãe mantém os característicos movimentos de câmara fluidos e humanidade indelével de Shimizu.    

9 Agosto | A Tragédia do Bushidô [武士道無残, 1960]

Realização | Eitarô Morikawa [1931-1996] | 74’, sem intervalo | P/B | M/12 anos 

Iori, um jovem de 16 anos, é obrigado a cometer seppuku (suicídio ritual) para seguir o seu falecido soberano na morte e preservar assim a honra do seu clã de samurais. A esposa do seu irmão mais velho, Oko, que criou Iori como se fosse o seu próprio filho, pede permissão ao marido para passar uma noite com o jovem e ensinar-lhe, por misericórdia maternal, a arte dos prazeres da carne. No entanto, no dia seguinte, um decreto oficial é emitido, surpreendendo todos os envolvidos... 

A par de certos experimentalismos na forma (o uso do freeze-frame e outras repetições e suspensões temporais), o filme caracteriza-se por um domínio absoluto da mise-en-scène, escondendo um devastador fatalismo (e pessimismo) aplicado aos costumes e ao espírito japonês, bem como um erotismo obliterante dos vínculos sociais e familiares. 

16 Agosto | O Monge Apostador [競輪上人行状記, 1963]

Realização | Shôgorô Nishimura [1930-2017] | 99’, sem intervalo | P/B | M/12 anos 

Num dia de Verão, o sacerdote do Templo Hojûin morre. Assim que sabe da notícia, Harumichi regressa à cidade e organiza um grande funeral. Ele nunca esteve disposto a assumir o negócio da família, tendo escolhido ser professor, longe de casa, mas muda de opinião face às circunstâncias. Como novo chefe do Templo Hojûin, Harumichi luta, dia após dia, por doações como forma de subsistência. Ele tenta levar uma existência regrada, sem excessos, até ao dia em que passa por uma pista de corridas de bicicletas. O som esfuziante da plateia leva-o a um novo modo de vida… 

A primeira longa-metragem de um cineasta com uma veia iconoclasta e subversiva, que viria a popularizar-se na produção de películas “Roman Porno”, filmes eróticos de alto orçamento.   

23 Agosto | Roída até ao Osso [骨までしゃぶる, 1966]

Realização | Tai Katô [1916-1985] | 88’, sem intervalo | P/B | M/12 

1900. Kinu, com apenas 18 anos, é vendida a um bordel para ajudar financeiramente a família. Depressa percebe o esquema traiçoeiro dos donos do bordel, que explora a fraqueza das mulheres inventando dívidas exorbitantes. Kinu e as outras prostitutas querem fugir, mas a vigilância é rigorosa e os castigos severos. Um dia, o artesão Jingorô torna-se cliente de Kinu e após algumas visitas, expressa o desejo de se casar com ela e saldar-lhe a dívida. Emocionada, ela sabe que ele não tem condições para fazê-lo... 

Inscrito no género onna eiga (filme sobre as atribulações de ser mulher), esta história tem como pano de fundo um bordel japonês no princípio do século XX, recriando e criticando o ambiente machista que subjaz ao comércio sexual daquele tempo, comparando-o à escravidão. 

30 Agosto | Yôko, a Delinquente [非行少女ヨーコ, 1966]

Realização | Yasuo Furuhata [1934-2019]  | 85’, sem intervalo | P/B | M/14 anos 

Yôko, uma jovem que fugiu do campo para Tóquio, vê-se envolvida com Takeshi, seu amigo de infância, e foge dos seus desejos lascivos. Ao vaguear pelas ruas de Shinjuku, é abordada por homens com más intenções. Um dia, Yôko é convidada por Harumi, uma prostituta, a entrar num bar frequentado por jovens delinquentes. Yôko mergulha no seu mundo marcado pelo ritmo do jazz e pelas drogas, agarrando-se ao único sonho que a sustenta: visitar a soalheira Saint-Tropez, que ela vira numa ida ao cinema. 

Retrato de uma tribo urbana conhecida por futen zoku (tribo dos vagabundos), este filme é uma cápsula do tempo de um Japão psicadélico e à deriva. 

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The Stone and The Plot

The Stone and The Plot foi fundada em 2017 no seguimento de 10 anos de experiência na área do cinema por parte do seu sócio-gerente, Daniel Pereira, na área da produção, mas não só. Em 2007, iniciou um percurso de produção, realização e participação em filmes, seus e de outros cineastas, que foram exibidos em vários locais nacionais e internacionais. The Stone and The Plot trabalha o cinema e o audiovisual de forma transversal, produzindo, distribuindo e editando livros.



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