Estreia na Europa da primeira longa-metragem de Max Bessmertny “The Violin Case” [2025], de Macau para o mundo
The Violin Case, a primeira longa-metragem do realizador premiado Max Bessmertny, está prestes a começar a sua jornada à volta do mundo. O filme estreou em Macau no dia 15 de Maio, no cinema do Studio City Macau, patrocinador oficial desta estreia. Depois de Macau, é a vez de Portugal, onde The Violin Case tem estreia europeia marcada para 11 de Setembro, no Museu do Oriente. Portugal é o primeiro de uma série de locais onde o filme se vai apresentar internacionalmente.
Uma película “made in Macau”, The Violin Case conta a história de um pintor que se depara com a pior noite da sua vida quando deixa a sua maior obra de arte na mala de um táxi. Uma história inspirada em factos reais, centrada no renomado artista Konstantin Bessmertny, radicado em Macau desde 1992, para onde se mudou com o filho, o realizador deste filme, então com quatro anos. Com um elenco multicultural e multilíngue, o filme incorpora a verdadeira essência de Macau: das suas gentes, à sua cultura idiossincrática.
Com diálogos principalmente em inglês, The Violin Case está agora pronto para ser visto pelo público à volta do mundo - de Macau, a Hong Kong e outras cidades asiáticas. Da Europa ao mercado norte-americano.
BASEADO NUMA HISTÓRIA VERÍDICA
The Violin Case centra-se na vida de Theo (Kelsey Wilhelm), um pintor estrangeiro que procura, desesperadamente, pelo violino que deixou num táxi. A perda desta que é a sua mais valiosa obra de arte deixa Theo em maus lençóis e numa gigante crise financeira - e artística. Ao mesmo tempo, Theo é perseguido pela sua galerista, Pauline (Clara Brito), uma mulher fria e calculista. A odisseia de Theo em busca do violino leva o artista a conhecer a estonteante Evelyn (Mi Lee), que apresenta ao artista um lado mais boémio e eclético da cidade. Mas, à medida que a noite se prolonga, a aventura de Theo nos becos de Macau reveste-se de reviravoltas surreais - até sair completamente fora do controlo do artista.
REALIZADOR Max Bessmertny | GUIÃO Max Bessmertny, Virginia Ho & Jorge Cordeiro dos Santos | PRODUTORES Virginia Ho & Max Bessmertny | OBRAS DE ARTE Konstantin Bessmertny | DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA Wing Ma | DIRECÇÃO DE ARTE Lora Lo
PRODUÇÃO Pontus Maximus Productions, Tentonine Productions
Nascido em Vladivostok, no Extremo Oriente, Max Bessmertny cresceu em Macau numa família artística, o pai é um pintor de reconhecido valor e a mãe, uma pianista clássica. Cresceu num ambiente multicultural, rodeado por amigos e família que falam uma mistura de línguas - Russo, Português, Inglês e (um pouco) de Cantonês. Aprendeu a ver o mundo de uma forma única, uma visão que se reflecte também nos seus projectos cinematográficos.
Após os seus estudos na Escola de Artes da NYU Tisch em Nova Iorque, onde tirou o mestrado em Cinema, Max escreveu, realizou e produziu a curta-metragem TricycleThief, um noir que acabou por ser o primeiro filme ‘made in Macau’ a estrear globalmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em 2014 - e que, no ano seguinte, venceu o prémio Kodak Gold Award. Max conquistou também outros prémios com as curtas Dirty Laundry – cuja estreia foi no festival We Are One (Tribeca x Youtube Film Festival) em 2020 - e The Handover - uma curta de 30 minutos, filmada a preto e branco, que venceu o prémio de melhor filme local no Festival Internacional de Curtas-metragens de Macau.
Em 2022, Max embarca então na aventura de criar a sua primeira longa-metragem – The Violin Case - baseada numa história real que envolveu o seu próprio pai. O filme foi financiado de forma independente e filmado durante a pandemia, quando o mundo (e Macau) estavam em contínuos ‘lockdowns’. Com uma equipa e elenco locais, a história é inspirada pelo filme After Hours, traçando um paralelo com o protagonista de The Violin Case, que viaja desesperadamente pela cidade à procura da sua obra prima.