No dia 24 de julho a Fundação Oriente apresentou Novo Turismo, pelo artista timorense Simão Cardoso Pereira [Mong].
Nesta ocasião, Mong apresentou ao público o resultado da sua residência artística em Lisboa, nos meses de Junho e Julho.
Mong venceu a primeira edição do Prémio Fundação Oriente de Artes Visuais | Timor-Leste, em 2023, sendo-lhe atribuída a residência artística que agora conclui.
Em Novo Turismo, Mong explora os impactos, desafios e oportunidades deste fenómeno, colocando em perspectiva a sua experiência em Lisboa e a realidade de Timor-Leste e do sudeste asiático. Temas como a imigração, o legado colonial e os discursos de poder pontuam as obras. Mong trabalha com fotomontagem, combinando fotos do seu arquivo e novas imagens captadas em Portugal, num processo de grande liberdade, reminiscente das colagens manuais a que se dedicou durante vários anos.
Lançado em 2023, o Prémio Fundação Oriente de Artes Visuais | Timor-Leste, tem por objectivo dinamizar a arte contemporânea e agentes criativos deste território. Em parceria com a Direcção Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, o primeiro prémio consiste numa residência artística na capital portuguesa, com a possibilidade de expor ou apresentar os trabalhos desenvolvidos. Na sua primeira edição em 2023, o Prémio Fundação Oriente de Artes Visuais | Timor-Leste recebeu 38 candidaturas, entre desenho, gravura, pintura, fotografia, colagem, escultura, instalação, arte digital e videoarte. Simão Cardoso Pereira [Mong] conquistou o primeiro prémio com a colagem multimédia Bairro da Paz. A exposição colectiva Hasoru-malu, realizada em Setembro de 2023 na Delegação da Fundação Oriente em Díli, apresentou 27 dos trabalhos candidatos, num reconhecimento do talento e vigor da comunidade artística timorense, que o Prémio Fundação Oriente de Artes Visuais | Timor-Leste visa promover.
Sobre o artista | Simão Cardoso Pereira “Mong” (Viqueque, 1983) é um artista independente que trabalha principalmente com pintura, colagem, instalação e imagem digital, fotografia, vídeo e fotomontagem. As suas obras abordam questões sociais, em relação com elementos da cultura tradicional de Timor-Leste.Membro do colectivo artístico Arte Moris em Díli, de 2003 a 2011, Mong participou em diversas exposições colectivas em Díli, Darwin, Sydney, Wollongong, Nova York, Genebra, e foi artista convidado na XVI Bienal Jogja, em 2021.É autor de projectos de documentário para diversas ONG, em Setembro de 2023 lançou Parapa, no I Festival de Curtas-Metragens de Turismo de Timor-Leste.