No dia a dia, é frequente passar-nos despercebido o potencial das embalagens de papel e cartão que, após o seu uso inicial, tendemos a considerar sem utilidade.
No entanto, quando devidamente selecionadas e preparadas, podem transformar-se em matéria-prima para a criação de novos objevtos, capazes de assumir diferentes funções. A ideia de não desperdiçar conduz-nos ao conceito japonês Mottainai, que nos lembra que nada deve ser descartado sem consideração — e muito menos desrespeitado. Segundo esta perspectiva com raízes no pensamento Budista e Xintoísta, todas as coisas possuem kami, uma espécie de espírito ou essência, e cabe-nos a nós cuidar delas e prestar-lhes a devida homenagem, mesmo quando já não cumprem a sua função inicial.
Tomando como ponto de partida alguns exemplos da exposição Japão: Festas e Rituais, esta oficina propõe:
No final, cada participante levará consigo um guia com as medidas e todos os passos necessários para a construção.
Em caso de desistência: Haverá lugar ao reembolso do valor total da inscrição quando a desistência for comunicada até 8 dias úteis antes da actividade. Depois dessa data, o reembolso só poderá ser considerado se o lugar for preenchido ou em situações de doença, acidente, ou outros imponderáveis de força maior, devidamente comprovados. Caso a actividade não se realize por falta de participantes, ou por outro motivo, o valor da inscrição será devolvido na sua totalidade.
Para mais informações contactar servico.educativo@foriente.pt.
Licenciada em Pintura com formação profissional em fotografia, trabalha como ilustradora e mediadora cultural, mas gosta de se apelidar de criativa, que de todos os materiais que chegam até si, todos os que pode cortar e colar, fazem de si o que é, alguém que gosta de pegar numa coisa e transformá-la noutra coisa qualquer. A sua relação com o papel mudou para sempre, com uma formação de Pop Up, modelos de dobragens em papel que, por tradição, estão dentro de um livro e que abrem quando queremos. Mas em que outros contextos estas dobragens funcionariam?” E com esta pergunta e com muitos erros, construiu mecanismos com roldanas e partes que abrem, como nos livros, mas de uma forma diferente. O atelier com crianças, tem sido o lugar por excelência, onde a experimentação do papel acontece, de uma forma mais livre e honesta. É pela mediação que leva estas formas de fazer a outros e na partilha, traz consigo novos olhares que se fundem na sua exploração pessoal.